Educação como um caminho para a Sustentabilidade e Lucro

Por Fernando Arbache, da Arbache Consultoria e Treinamentos

Descubra por que a Suécia tem pessoas competentes comprometidos em alavancar o desenvolvimento sustentável.

Da conversa com a Sra. Kristina Sandberg (Secretário para a ISO / TMB / WG Norma Internacional de Responsabilidade Social) e Mr. Bengt Rydstedt (gerente de Projetos da SIS – Standards Institute da Suécia), foi possível uma análise sobre a aplicação da ISO 26000 em cenário de negócios do Brasil .

Em artigos anteriores: “Padrões como um fator para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, “fazer mais e melhor” e “Entenda um pouco mais do padrão da Responsabilidade Social”, ambos especialistas reforçou o papel significativo do governo para estimular e motivar ações e aparelhos legislativos para apoiar ações em prol do desenvolvimento sustentável. Outro ponto importante foi a abordagem do papel da economia, educação, mídia e cultura organizacional para a implementação da norma.

Algo que chamou a atenção sobre o que eles disseram foi o foco decisivo da educação na postura das pessoas em direção a práticas de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. Eles consideram a população sueca muito familiar a estes debates, desde o início do processo educativo, o problema da sustentabilidade é discutido. Os alunos aprendem muito cedo que ninguém pode prosperar sem respeito ao meio ambiente e as pessoas, igualdade de direitos e justiça social. Educação contribui na formação de profissionais que irão trabalhar no mercado.

Assim, o sueco passar muitos anos aprendendo a consolidação e um modo de vida focada em questões sociais, éticas e ambientais. Este efeito positivo auxilia o bom desempenho das empresas suecas, o que pode ter um capital humano preparado para desenvolver e implementar práticas coerentes com essa visão.

O papel da educação no comportamento dos profissionais é uma vantagem competitiva dessas empresas, sendo capaz de melhorar a sua formação em áreas especializadas e inovadoras. Uma vez constituída uma educação básica formal, enraizada nessa concepção, cabe à educação corporativa para dar o próximo passo. Enquanto as empresas visitam a Skanska, Scania e Saab encontramos ramificações deste aspecto: uma educação que forma os alunos conscientes e comprometidos com o desenvolvimento sustentável, e uma educação corporativa que oferece desenvolvimento profissional com foco em áreas específicas da empresa, trazendo inovação e apresentação de produtos, processos e serviços alinhados com essa visão (vale a pena verificar a informação dessas empresas).

Agora podemos entender que é necessário investir com antecedência para que as pessoas possam crescer e amadurecer-se nos preceitos da sustentabilidade. Este é um investimento a longo prazo e precisa ser incentivada por políticas de educação harmonizados com estas políticas.

Como a Sra. Kristina Sandberg enfatizou, na Suécia existe uma integração de ações que favoreçam o desenvolvimento sustentável – o governo, a legislação as práticas, as empresas ea população estão familiarizados com estas questões e desafios. Há um consenso de que cada um deve contribuir, para que todos devem ser capazes de usar os recursos naturais, no presente e no futuro. Para sueco isso é comum, espontâneo e simples, mas não sem importância, é um princípio válido para toda a sociedade. Para eles não há rivalidade entre lucro e sustentabilidade, há uma maneira rica e consensual em que o lucro ea sustentabilidade seguem lado a lado.

Aqui, devemos analisar cenário brasileiro particularmente na educação formal. Em 1996, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)

Ainda analisando o ensino, é preciso avaliar, além do currículo, outras dimensões do processo de ensino, tais como infra-estrutura, treinamento de professores, recursos pedagógicos, capital cultural do aluno, entre outros aspectos importantes que podem cooperar ou não, para um processo efetivo de ensino.

Além disso, temos um processo de educação dual, onde coexiste uma diferença significativa entre aqueles que freqüentam escolas públicas ou privadas, sendo este último aquele com a melhor qualidade da educação. Na faculdade, os currículos na maior parte enfoque na formação de profissionais técnicos, deixando questões mais amplas, como a sustentabilidade, a pós-graduação currículos. Desde 2000, podemos ver a chegada desses temas nos currículos de alguns cursos de MBA, com temas como Ética Empresarial, Ética Comercial, Ética e Responsabilidade Profissional, Ética e Responsabilidade Social ()

Assim, apenas dez anos se passaram desde que começamos a formar profissionais e líderes familiarizados com as práticas de trabalho sustentáveis. É interessante mencionar que a maioria desses profissionais não estavam no ensino fundamental (1 º ao 9 º ano), quando os PCNs foram introduzidas. Assim, na maior parte do tempo curto para a formação e discussão sobre as questões da sustentabilidade. É fácil de calcular: A Suécia tem uma população que conhece práticas sustentáveis ​​desde os primeiros anos na escola. Hoje, eles coletam os seus ganhos de capital humano bem treinado para atender a demanda do desenvolvimento sustentável. No Brasil, temos apenas 15 anos de debate sobre este problema para os jovens, que começou a escola em 1996, e cerca de 11 anos para os adultos que fizeram MBA e cursos de pós-graduação. Temos que pensar sobre isso.

Portanto, no Brasil, as empresas que são consistentes com o desenvolvimento sustentável tem o papel de formar esses profissionais, para que eles possam compreender e exercer as diretrizes de sustentabilidade. Enquanto os suecos aplicar e inovar, ainda estamos começando a conhecer e entender o que isso significa.

O Brasil poderia aproveitar esta oportunidade para aprender com aqueles que fazem, e fazem muito bem. Suécia pode ser uma bússola para orientar-nos para acções coerentes com as diretrizes do desenvolvimento sustentável. Precisamos conhecer e adaptar as ações ao nosso cenário, lembrando as suas limitações e potencialidades. Como Scania, muitas empresas aplicam as mesmas orientações de suas matrizes sueco nos países onde suas filiais estão localizadas.

Em nossa visita à Suécia, fomos capazes de entrevistar jovens estudantes que demonstraram o papel significativo da educação de atitudes orientadas para o desenvolvimento sustentável. Também entrevistamos os vice-presidentes de grandes empresas, um embaixador, diretores de operações e área de sustentabilidade, e em cada discurso a educação estava presente. Confira as entrevistas em nosso blog:

http://www.arbache.com/blog/

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