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03/09 CONARH 2010: Educação voltada à alta performance



Fonte: Carlos Faccina - Revista Época Negócios

Encerrou-se há 10 dias o 36º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, CONARH – 2010, o mais importante evento que trata de gente nas organizações. Com uma agenda  denominada “Uma janela para o Novo – Descobrir, alinhar, atrair, realizar e avançar”, o evento se consolida cada vez mais como um centro que não se limita a reproduzir, mas também produz conhecimento e direciona a gestão voltada para a alta performance nas empresas. A pauta do congresso indicou de forma clara e objetiva que sem educação (e educação executiva de qualidade) o futuro está comprometido. O desenvolvimento humano é uma tarefa empresarial, mas é também de todos, principalmente do Estado, que deve investir de forma massiva em educação. Ficou claro que o conceito de “Educere”(potenciar capacidades, fazer sobressair o melhor que a pessoa tem) retorna com toda a força: não basta “ensinar”, o importante é criar condições para que as competências humanas sejam reconhecidas e aplicadas de forma cada vez mais intensa. Isso significa que os espaços se abrem para uma educação total humana, com o potencial humano revisitado, dinamizado e aplicado. A carreira dependerá cada vez mais desse novo olhar sobre o papel da educação, seja do ponto de vista da empresa, seja do ponto de vista da sociedade e de seus agentes, sobretudo o Estado. O tempo é curto, a competitividade está instalada e globalizada. Portanto, a educação de qualidade e voltada para a realidade (não dogmatizada) é necessária, urgente e chave para a manutenção da nossa capacidade de performance de alto rendimento individual e empresarial. Ficou claro que o Estado deve absorver a ideia de competividade por meio do apoio total à educação de base. As empresas e profissionais também requerem apoio em forma de subsídios, esse talvez o único que assim não deveria ser denominado, pois é, na realidade, o melhor e mais estratégico investimento. O Conarh alerta para o sentido mais amplo de carreira: a carreira da empresa, do profissional e a do Estado, todos dependem de uma excelente estratégia de educação voltada à alta performance.
“Nesse sentido, educação é tudo, pois qualifica as pessoas nas empresas a repensarem suas ações de modo criativo, inovador e diferenciado, ajudando no processo de construção de empresas mais sólidas, ancoradas, principalmente, em seu capital humano”. Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Nacional