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27/09 Lugar de mulher é na liderança!



Já foi o tempo em que homens e mulheres acreditavam que o lugar de mulher é na cozinha. Hoje, o sexo feminino conquistou o respeito da sociedade, demonstrando capacidade para ocupar cargos de liderança e ser responsável pela tomada de decisões também no ambiente corporativo.

No entanto, pesquisas mostram que ainda há uma porcentagem muito pequena de profissionais mulheres em cargo de chefia. Crenças, preconceitos e leis trabalhistas contribuem para que esse número ainda continue pequeno, conforme diz o artigo a seguir, publicado no  portal RH Central.

Mais mulheres na liderança: um desafio próximo e possível

Por: Roberta Taconi Ferraz
O avanço das mulheres no mercado de trabalho é contínuo. No entanto, ao equiparar direitos entre homens e mulheres, é evidente que um grande desafio ainda é quebrar barreiras culturais. Um exemplo desse cenário é a concentração tímida de profissionais do sexo feminino em cargos de alto nível. Dados da consultoria Grant Thornton, do International Business Report 2012, revelam que apenas 27% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por elas e ainda ocorreu crescimento de três pontos percentuais em relação a 2011, mas, mesmo assim, há muito que se progredir. Algumas crenças persistentes são motivos para tal fato. Há companhias e profissionais que acreditam que não é possível ter a representação feminina em uma alta posição por simplesmente nunca terem tido antes líderes mulheres no departamento. Ou seja, a falta de modelos e promotores sobre o tema interfere para uma real transformação nas organizações. Preconceitos sobre capacidade e comprometimento podem também afetar suas carreiras, acarretando em funções inferiores e salários menores. Se por um lado, no Brasil, elas já são mais da metade da população economicamente ativa com nível superior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por outro, ter mais abrangência em cargos de alto nível é uma mudança que pode estar cada vez mais próxima. Não se trata de cravar uma guerra de quem é melhor na liderança, o homem ou a mulher, mas sim de reconhecer, sem paradigmas, as competências daquelas que estão aptas a ocupar uma posição do alto escalão. Há que se concordar que são muitas as características positivas que influenciam no ambiente de trabalho e nos resultados. Desenvolvimento e motivação da equipe, engajamento no autodesenvolvimento, iniciativa, foco nos resultados, persistência, cumprimento de metas e prazos, raciocínio no longo prazo, flexibilidade e a incrível capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo são atributos naturais do sexo feminino e que claramente são incorporados na rotina. Um importante ponto de partida para reverter este cenário é driblar fatores culturais criando práticas e políticas que explorem o talento delas. É investir em um ambiente favorável com oportunidades para o desenvolvimento e remuneração justa, além de favorecer estímulos para a ambição, assegurando que elas se sintam realizadas por seus resultados. Caso contrário, as organizações poderão continuar a ter em seus quadros alta rotatividade e, provavelmente, perderão potenciais líderes. Outra realidade evidente no mundo corporativo é a desigualdade quando o assunto é rendimento. Segundo dados também do IBGE, de 2011, as mulheres recebiam, em média, 72,3% do salário masculino, proporção que se mantém inalterada desde 2009. Há também fatores culturais que interferem nesse quesito, já que a sociedade, muitas vezes, as ensina que não é adequado demonstrar ambição. Com isso, elas encontram dificuldades ao pleitear aumentos e promoções e, portanto, precisam quebrar mais este paradigma e começarem a expor suas qualidades e saber negociar o que realmente merecem. É correr atrás e não apenas esperar que o reconhecimento caia no colo. Fica claro que o equilíbrio na balança de gêneros no universo dos negócios só será pleno quando mais empresas mudarem suas políticas internas e passarem a desenvolver líderes mulheres para esse mercado que enfrentamos e que cada vez está mais dinâmico. Afinal, desde cedo elas aprendem a serem filhas, mães, esposas e companheiras. Na fase profissional, nada mais justo do que elas aprenderem com as organizações as competências necessárias para assumirem cargos de liderança. Para assim, ao unir as competências masculinas com as femininas, as empresas se tornarem melhores e competitivas.