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26/03 Os rótulos da geração Y



Fonte: Mariana Melissa - RH Portal   Ansiedade e pressa, por exemplo, é uma característica dos jovens, independente do ano em que essa fase foi vivida. O que pode diferenciar a geração de hoje para as anteriores nesse caso, é a forma de como lidam com isso. Quando se fala em geração Y, logo uma série de adjetivos se conecta aos jovens ingressantes do mercado de trabalho, porém, na maioria das vezes esses adjetivos nem sempre são os mais favoráveis. Caracterizados como ansiosos, ambiciosos, insubordinados, impulsivos, apressados e tecnológicos demais, integrantes da geração do milênio (como também são conhecidos) estão sendo vistos como a única geração a agir dessa forma e, por esse motivo, muitas vezes sofrem um certo “preconceito” diante das gerações anteriores. As empresas ao perceberem essas fortes características começaram a correr atrás do prejuízo e iniciaram uma busca de soluções para entender e engajar essa geração de acordo com seus moldes. Os jovens, ao captarem a mensagem de insatisfação das organizações, começaram a forçar um estereotipo para diminuir a sensação de decepção por parte das companhias. E assim o conflito entre gerações continuou em andamento. Mas será que a geração Y realmente é a primeira a agir da maneira como tem sido rotulada? Se pararmos para analisar parte dessas características, rapidamente chegaremos à conclusão de que a questão principal independe de ser Y (nascidos entre as décadas de 80 a 2000), X (nascido entre as décadas e de 60 a 80), babyboomers (nascidos entre as décadas de 40 a 60) ou tradicionalistas (nascidos antes da década de 40). Ansiedade e pressa, por exemplo, é uma característica dos jovens, independente do ano em que essa fase foi vivida. O que pode diferenciar a geração de hoje para as anteriores nesse caso, é a forma de como lidam com isso. Essa sede de crescimento, por exemplo, hoje é declarada aos quatro ventos, ponto que em outras épocas ficava mais implícito, mas que nunca deixou de existir. Outra questão a ser analisada é o fato de serem intitulados infiéis e descomprometidos. O fato é que, não é somente a geração Y que tem mudado de emprego com rapidez, os brasileiros em geral estão apresentando essa característica e não seria justo deixá-los assumir esses títulos sozinhos. Isso se dá pelo fato do mercado estar cada vez mais aquecido, gerando uma rotatividade maior. Os jovens querem sim estabilidade profissional, desde que lhes sejam oferecidos oportunidades de crescimento, aprendizagem e valorização de seu trabalho, assim como qualquer outra parte da população também almeja, provando mais uma vez que isso não é exclusividade da geração do milênio. Temos que concordar que o fator tecnologia é um forte atributo Y e que, esse sim pode ser visto como assimilação dessa geração. Certamente toda essa interação é de grande impacto não apenas no ambiente profissional, mas também nas rotinas pessoais. Hoje em dia, os meios de comunicação são muito mais facilitados, possibilitando um extenso leque de conhecimento. Porém, devido a velocidade que esses relatos são transmitidos e o fato de que os jovens em geral se satisfazem com conteúdos mais superficiais, acabam diminuindo a profundidade das informações (o que realmente precisa ser mudado). O que pode ser considerado um erro grave, é afirmar que seu único meio de comunicação é virtual. A geração do milênio é mais tecnológica sim, mas isso não significa que tenha problemas com a comunicação presencial e que esse seja seu meio de comunicação dominante (há exceções como em todas as situações). Cada geração tem suas características mais expressivas. Algumas são influenciadas por fatores econômicos, outras pela época em que vivem e existem ainda aquelas semelhantes em todas as gerações, mas que na verdade só ganham algumas pitadas de contemporaneidade. Então, convido-te a uma reflexão: os rótulos das gerações impostos pelo mercado devem ser levados em consideração até que ponto?