Blog

23/01 Recrutamento e Seleção nas Redes Sociais



Fonte RH Portal Quando a Internet chegou, a rede tornou-se um meio preferencial não só para informações e pesquisas, mas também para a busca do sonhado emprego. Através dela, os profissionais e aspirantes a empregados passaram a pesquisar empresas, a encontrar novos contatos e a testar formas cada vez mais personalizadas de abordar possíveis empregadores. Com as redes sociais, surgiu uma maneira ainda mais fácil de relacionar, descobrir vagas e conquistar contatos mais profundos nas empresas. As empresas e as agências já começam a encarar as redes sociais como poderosas ferramentas de recrutamento e seleção de profissionais. No entanto, antes de conceber uma estratégia própria para o uso dessas redes, é necessário separar o trigo do joio. As redes sociais dividem-se por tipo e foco. Mas a atitude e o comportamento de cada indivíduo [tentando manter uma boa imagem online perante os empregadores] devem permear todos os meios. Na busca de informações, as redes também oferecem uma grande ajuda, mas, de novo, é preciso ter cuidado. “Na maioria das vezes, elas não estão atualizadas. Por isso, as empresas ainda encaram o currículo como ferramenta principal”. Do lado do utilizador, no entanto, a manutenção de perfis atualizados pode ajudar potenciais funcionários que apostam nas ferramentas para agilizar os recrutamentos. Além de realizar um planejamento e de incluir as redes sociais como estratégia para melhorar a posição na carreira, é recomendável respeitar as regras de ouro de manutenção da imagem online, como evitar abordar temas polémicos e envolver-se em discussões que possam afetar a imagem do profissional ou enfrentar valores de empresas. Conselhos para garantir uma boa imagem nas redes sociais: Linkedin É a única das grandes redes sociais voltada para o uso profissional. É uma ferramenta muito valorizada pelos técnicos de recursos humanos, além de permitir ao utilizador manter atualizado o networking virtual. Como usar: deve ser atualizada com todas as informações profissionais possíveis, realizações relevantes e resultados alcançados, dando uma dimensão exata da experiência do candidato a emprego. Pode ser usada também como uma forma de pesquisar contatos, além de demonstrar que possui uma rede de pessoas ampla e abrangente, coerente com o próprio perfil profissional. Visão corporativa: as empresas que pesquisam as redes sociais, profundamente costumam avaliar em quais discussões o profissional se envolve e a qualidade da sua participação, de preferência em temas relevantes à vaga para a qual ele está se candidatando. Por isso, é importante manter uma atividade constante na rede, discutindo aspectos importantes do mercado em que atua. Cuidados: muitos profissionais acham importante obter recomendações pessoais num campo do LinkedIn destinado a isso, mas os recrutadores não lhe dão tanta importância, por saberem que, em geral, ele está “viciado”, recheado de opiniões de pessoas que, na verdade, desenvolveram relações de amizade com o candidato nas empresas nas quais estiveram juntos. Um aspecto fundamental do LinkedIn é manter toda a descrição do profissional no site coerente com o currículo que envia para as empresas. Se houver divergências ou inconsistências, principalmente com cargos e atividades descritas, o perfil pode gerar eliminações em vez de ajudar na colocação profissional. Por fim, nas discussões sobre passagens por outras empresas, é necessário ter o maior cuidado para não revelar informações sensíveis ou confidenciais de outras empresas. Isso vai gerar falta de confiança. Twitter Misto de rede profissional e pessoal. Permite ao profissional partilhar dicas do seu dia-a-dia e de conteúdos que julga interessante, além de informar sobre a sua presença online com links para as suas atividades. Serve também para contatos rápidos, incluindo eventuais oportunidades de emprego. Como usar: apesar de menos importante que o LinkedIn, o profissional que julgar a ferramenta como essencial para as suas pretensões pode apostar num cliente para o Twitter, no qual poderá registar pesquisas, fazer listas com os geradores de conteúdo mais interessantes e com perfis que divulgam oportunidades, procurando o máximo aproveitamento do seu potencial. Visão corporativa: a empresa só levará em conta o Twitter do profissional no seu processo de seleção se isso fizer parte da sua estratégia de recrutamento. Caso isso ocorra, terá em conta o número de seguidores, a rede que o profissional conseguiu criar, a qualidade e a relevância do conteúdo postado e a clareza com a qual as ideias são expostas. Cuidados: o Twitter é um meio muito rápido para expressar e exibir opiniões. E é por isso que ele é responsável por algumas das maiores gafes de empresas e profissionais, não são raros os casos de demissões que ocorreram por conta de frases totalmente inadequadas escritas “no calor do momento”. A recomendação mais importante é planejar um post no Twitter como se fosse enviar um e-mail, com revisão e após ter refletido sobre o seu conteúdo, principalmente quando o assunto em questão é polémico ou controverso. Facebook Por ser a mais pessoal das três principais redes sociais do momento, é o lugar certo para o utilizador mostrar outras faces da sua personalidade, como hobbies, gostos musicais, além de publicar atualizações de cultura geral, participar em movimentos sociais não relacionados com a atividade profissional e retomar contatos de todos os tipos. Como usar: não há muitas regras para esta rede, mas se o objetivo for criar uma imagem profissional, vale a pena participar em páginas e comunidades que sejam relacionadas com o trabalho e integrar discussões aprofundadas sobre esses temas. Visão corporativa: quando as empresas procuram por alguém no Facebook, geralmente estão interessadas em traços da sua personalidade e se os valores pessoais do indivíduo estão de acordo com os da empresa. Cabe a cada utilizador refletir o que vale a pena deixar como informação pública. Também vale a pena lembrar que as opções de privacidade do Facebook permitem esconder todas as informações de quem não se é amigo na rede social. Cuidados: uma simples diretriz pode evitar muitos problemas: jamais expressar na rede social aquilo que não seria expresso ao vivo, para pessoas em carne e osso. É também de evitar participar em páginas polémicas ou que possam prejudicar a sua imagem pessoal. E, assim como no LinkedIn, é necessário tomar cuidado para não publicar informações confidenciais da empresa.