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10/06 Temos mesmo que nos acostumar com serviços de baixa qualidade?



Por Carla Makley Diante de um desabafo corriqueiro com meus pais, após ter me desentendido com um auxiliar contratado para ajudar nos afazeres do lar que não entregou determinado trabalho a contento, não consigo esquecer o comentário do meu pai sobre minha mãe e eu termos algum problema com prestadores de serviços. Fiquei remoendo esse comentário o dia todo, ainda aturdida com o que havia acabado de acontecer. E é aí que entra o motivo real para escrever este artigo: será que o problema é mesmo comigo, com minha mãe e outras várias pessoas que conheço e não conseguem manter por mais de seis meses uma mesma profissional trabalhando em suas casas? Ou será que o problema está na péssima prestação de serviços que temos hoje no mercado? E aqui não me refiro apenas a uma área específica. Quantas vezes não precisamos falar com um atendente de telemarketing, realizar um reparo em nosso carro ou eletrodoméstico, ou até mesmo receber comida em casa,  e simplesmente o resultado destes serviços é frustrante, não chegando nem perto do esperado? Esta é a realidade do dia a dia. Com raríssimas exceções, os profissionais em diversos níveis e atividades estão completamente despreparados para a realização do que são contratados. E é mais triste ainda perceber que não é apenas falta de capacidade, e sim de atitude, de vontade de ser o melhor profissional possível naquilo que escolheu fazer. A raiz do problema é bem mais profunda do que podemos supor, pois vem da base, aquela fornecida quando criança, por familiares e educadores também preparados e bem-intencionados. Mas mesmo assim, ainda resta a dúvida: será que temos mesmo que nos acostumar com serviços de baixa qualidade? Não, definitivamente, não temos. Independentemente da base que tivemos, todos temos condições de fazer mais e melhor. Porque temos nossa consciência, temos acesso a informações e temos, acima de tudo, que ter vontade. É contra uma realidade como a que vivemos hoje que devemos lutar diariamente, preparando e incentivando não apenas nossos filhos, como conhecidos e pessoas que trabalham para nós a mudar o padrão de serviços do país. A Copa está aí, em seguida acontecerão as Olimpíadas. O Brasil será uma vitrine aberta para o mundo. Qual é a impressão que queremos passar sobre a qualidade dos nossos serviços? Mais ainda: qual é a impressão que queremos passar de nós, brasileiros: pessoas omissas, pacatas ou que estão constantemente buscando oportunidades para nosso desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional?